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sexta-feira, 7 de junho de 2013

A Senhora do Silêncio


A vida de Maria, nos leva a uma reflexão profunda, nos conduzindo a um novo caminho transformado e cheio de fervor. Elisabete da Trindade, carmelita descalça, coloca em seu diário muitas referências a Maria, concluindo que "a atitude da Santíssima Virgem durante os meses decorridos entre a Anunciação e a Natividade é o modelo das almas interiores, das criaturas escolhidas por Deus para viverem dentro, no fundo do abismo insondável. Com que paz, com que recolhimento, Maria se entregava a todas as ocupações! Como as ações mais banais eram por ela divinizada! Porque em tudo a Virgem continuava a ser adoradora do dom de Deus"

É verdade, se há alguém em quem precisamos nos mirar, este alguém é Maria, a Virgem Fiel. "que guardava tudo no seu coração" (Lc 2,19).

Nada a impede, apesar de ser portadora de Jesus no santuário de sua alma, o tabernáculo do Verbo Encarnado, o seu primeiro Sacrário, de entregar-se ao trabalho dos irmãos, como vemos na sua visita à prima Isabel, após percorrer as montanhas da Judéia.

Continua Elisabete da Trindade: "Jamais a visão inefável que contemplava em si diminuiu sua caridade exterior, porque diz Ruybroec, se a contemplação conduz ao louvor e à eternidade do Senhor, ela possui a unidade e não a perderá".

Quandos ensinamentos vamos recebendo, ao meditar sobre estas sábias palavras!

"Pensamos nós suficientemente no que se devia passar na alma da Santíssima Virgem quando, após a encarnação, possuía em si o Verbo Encarnado, o Dom de Deus? Com que silêncio, recolhimento, adoração, devia ela sepultar-se no fundo da própria alma para estreitar esse Deus de quem era mâe!"

"Nenhum esforço me é preciso para entrar no mistério da inabitação divina em Maria. Parece que encontro aí o ideal permanente da minha alma, que foi também o seu: adorar em mim o Deus escondido".

A Santíssima Trindade "nela opera grandes coisas" (Lc 1,49) e seu firme "sim", o seu "Fiat" voluntário, nos ensina e encoraja a prosseguir.

Olhando para Maria, inspirando-nos em sua vida, sabendo de sua intercessão, conseguimos repetir suas palavras no nosso dia-a-dia: "Eis aqui a serva do Senhor"(Lc 1,38).

Caminhar nas pegadas da Mãe, a doce figura consagrada ao Senhor, é nosso desejo. Com sua proteção materna, andaremos em segurança.

Pedimos sua bênção, Mãezinha. Dai-nos coragem, ensina-nos o abandono e a entrega. Queremos também ser cheios do Espírito Santo.

Seu conselho precioso, feito com carinho e sabedoria, nos invade o coração: "Fazei tudo o que ele vos disser" (Jo 2,5).

Não podemos negar-lhe este pedido, para ter uma vida renovada e amadurecida. Ao seu lado aprendemos a ficar de pé junto à cruz, sem desmaiar, sem vacilar. Sua força naquele momento doloroso nos impressiona, e as palavras de Jesus, "Eis aí tua Mãe" (Jo 19,27), nos animam a sempre colocá-lo como rainha e mãe, no centro do nosso lar e coração.

Sua maternidade espiritual alcança toda a humanidade e, sendo assim, ninguém precisa se queixar de solidão ou orfandate. Presente maravilhoso nos deixava Jesus em sua última vontade! Com ternura filial, pedimos como São Bernado:

"Ó Maria, sois a estrela resplendente...
Se se levantam os ventos das tentações, e se me firo na dureza das tribulações, olho para a estrela e te invoco, ó Maria.
Se sou impelido pelas ondas da soberba, da ambição, da calúnia, da inveja, olho para a estrela e te invoco, ó Maria.
Se a ira, a avareza, a concupiscência da carne sacodem a barquinha do meu espírito, olho-te, Maria.
Seguindo teus exemplos, não me abaterei! Invocando-te, não perderei a esperança. Se pensar em ti, não cairei no erro. Apoiado em ti, não resvalarei. Com tua proteção, de nada terei medo. Com tua proteção, de nada terei medo. Com tua guia, não me cansarei. Pelo teu beneplácido, chegarei ao termo, e, assim, experimentarei em mim o que significa o teu nome, ó Maria."

Fraternidade Ágape

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Os Cinco Estágios do Perdão


O ABRAÇO DO PERDÃO DO SENHOR

O Perdão é o estágio mais concreto do amor. Quanto mais amamos mas somos capazes de perdoar.
Em muitas pessoas fica o questionamento... como é que podemos perdoar quando já tentamos de tudo o que podíamos imaginar, até mesmo a oração, e ainda assim nos sentimos incomodados pela ofensa?
As ofensas são como pequenas mortes, e as pessoas que estão machucadas passam pelos mesmos estágios de alguém que também se encontra em estado terminal. A Dr. Elisabeth Kübler-Ross descobriu através dos seus pacientes que antes de morrer eles passavam por cinco estágios.
Os Linns (Matthew, Sheila e Dennis) em seu livro “Não Perdoe Cedo Demais”, nos ensina como devemos perdoar, tirar as magoas do nosso coração. Vamos vê como se processa isso.

1º Negação: Não admito que estou magoado: Nesse estágio temos a pretensão de não termos de jeito algum sido ofendidos, ou buscamos ignorar a ofensa real e dirigimos a atenção para aspecto menos penosos dela. As ofensas atuais podem desencadear o sofrimento não resolvido de mágoas antigas, as quais nos levam ainda a permanecer na fase da negação.

Oração de cura: Faça a seguinte pergunta: Se o telefone tocar quem é a última pessoa que eu gostaria que estivesse na linha? ou quem é a última pessoa com quem eu gostaria de ficar numa ilha deserta? Também pode ser: Qual é a última coisa pela qual eu me sinto agradecido? Faça isso a cada anoitecer de cada dia, como forma de entrar em contato com as feridas do dia, que possa estar negando.

2º Raiva: A culpa é dos outros se estou magoado:
O dom da raiva é que ela localiza nossa ferida, ajuda-nos a nos defendermos e nos dá forças para corrigir o que precisa ser corrigido. A raiva reprimida em geral indica que fomos muitos apressados na caminhada do processo de perdão. Acreditamos que numa situação abusiva, não temos o direito de perdoar antes de termos descarregado nossa raiva. A raiva ante o abuso e a injustiça é expressão de nossa integridade e de nossa dignidade como seres humanos. Temos que descarregar nossa raiva antes de dar o perdão, porque o perdão autentico brota no mesmo lugar que a integridade, bem no nosso íntimo. Não devemos enterrar toda a nossa raiva.

Oração de cura: a) imagine-se na presença de Deus que te ama muito; b) entrar em contato com a mágoa, os sentimentos de raiva; c) fale agora com o Senhor da sua dor, sua raiva. Pra te ajudar melhor, faça uma carta no presente, como se a mágoa estiver-se acontecendo agora. Coloque tudo que esta sentindo; d) escute o que o Senhor esta lhe falando e escreva, como se Deus estiver-se respondendo a sua carta; e) agora em silêncio deixe-se amar por Deus, experimente do seu amor maravilhoso.

3º Barganha: Estabeleço condições a serem cumpridas antes que eu esteja pronto para perdoar: A barganha espera mudanças por parte da pessoa envolvida antes que tomemos a decisão de ir adiante no processo de perdão. Necessidades não são forçosamente barganhas. Tornam-se barganhas somente quando sua concretização vem a ser pré-requisito para que ofereçamos nosso perdão. As barganhas são saudáveis porque dão voz à nossa raiva, definindo não só aquilo que ainda nos incomoda, mas também aquilo que ainda nos faz falta para podermos iniciar o processo de cura. O desafio do perdão é refrear a vingança, mas, ao mesmo tempo, oferecer a outra face, isto é, fazer tudo o que for possível para evitar abusos futuros.

Oração de cura: a) imagine-se na presença de Deus; b) entre em contato com uma ofensa e partilhe com o Senhor; c) redija uma carta de desculpa que gostaria de receber de quem o ofendeu; d) identifique uma ou duas necessidades manifestadas na carta; e) pergunte a si mesmo como é que a pessoa que o ofendeu poderia ajudá-lo a alcançar o que lhe faz falta; f) deixe-se inundar de vida enquanto se imaginar dizendo ou fazendo tudo o que é necessário para atender às suas necessidades.

4º Depressão: É minha culpa se estou magoado: Agora ao invés de censurarmos o outro, censuramos a nós mesmos. Este estágio pode nos ajudar a reconhecer nossos erros e descobrir nossa capacidade de fazer mudanças e correções, caso necessário. É a culpa saudável. O perigo é que podemos sentir uma falsa culpa, no qual nos condenamos por erros que não são culpa nossa.

Oração de cura: a) imagine-se na presença de Deus e de seu amor; b) entre em contato com alguma mágoa; c) pergunte a si mesmo: “Por que é que não me sinto gratificado pelo que fiz nessa situação?”, ou “Que poderia ter sido feito de maneira diferente, antes, durante ou depois desta situação que me mágoa?”; d) partilhe com o Senhor e deixe-se amar, deixe que todo o seu corpo seja inundado, até você conseguir perdoar a si mesmo; e) caso necessário, faça reparação a todos a quem você possa ter magoado.

5º Aceitação: Aguardo o crescimento que resulta do sofrimento: Quando consentimos que Deus e os outros nos ajudem a nos perdoarmos a nós mesmos e a nos retratarmos de nossos erros, saímos do estágio da depressão e entramos no estágio final. Na aceitação somos gratos pela vida nova que provém da mágoa. Não agradecidos pela destruição que experimentamos, mas o amadurecimento que nos advém ao estabelecermos um intercâmbio de vida com Deus, com os outros, com o universo, com nós mesmos. Cada um de nós precisa que Deus e os outros nos ajudem a perdoar-nos a nós mesmos nos pontos em que ficamos bloqueados.

Oração de cura: a) imagine-se na presença do Deus de amor; b) busque entrar em contato com alguma mágoa que não o esteja perturbando como de costume; c) na presença da pessoa que lhe feriu, pergunte a si mesmo se você é capaz de encontrar alguma dádiva que lhe tenha advindo dessa mágoa; d) dê graças pelas dádivas das quais você está consciente e pelas que você ainda tem por descobrir. Pergunte a si mesmo como você gostaria de usar sua nova dádiva.

Marcos Ágape
Frat. Ágape.

A Infestação de Uma Casa

A infestação é o fenômeno pelo qual um demônio possui um lugar. A infestação da casa pode ocorrer quando nela se praticou de forma contínua espiritismo, ritos satânicos, macumba ou qualquer outra forma de esoterismo.

O demônio, ao possuir um lugar, pode mover coisas à vontade ou provocar barulhos ou odores. São os famosos casos conhecidos como poltergeist. Esses fenômenos não estão produzidos por forças desconhecidas, senão pelo demônio. E isso se prova porque com a oração todos os casos de poltergeist desaparecem.
É preciso sempre tranqüilizar aos moradores da casa dizendo-lhes que a infestação nunca provoca a possessão de nenhuma das pessoas que vivem nesse lugar.


Nestes casos o sacerdote pode orar uma vez na casa e depois animar a família a que cada dia se reúna para orar todos juntos. Podem rezar o terço, ler a Bíblia juntos, benzer os quartos uma vez ao dia com água benta, reunir-se diante de uma imagem sagrada e suplicar a sua proteção, etc. 


Nos casos de infestação, as famílias pedem que o sacerdote faça tudo, mas o sacerdote deve fazer que as pessoas desta casa entendam que eles mesmos podem fazer o que estão pedindo. A oração unida de uma família pode perfeitamente quebrantar o poder do demônio sobre esse lugar, se perseveram orando juntos durante semanas ou meses. Se depois desse tempo os fenômenos persistem, então têm que falar com o sacerdote.

Padre Jose Antonio Fortea Cucurull ( Madrid)
Sacerdote e Teólogo especializado em demonologia.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Exorcismo? Oração de Libertação ou Cura Interior ?



Creio que precisamos ter melhor ideia de quando tratamos do Exorcismo, quando ele é necessário. Sabemos antemão que o Exorcismo é uma Celebração de um Ritual dentro da Igreja por um padre exorcista e sua equipe de trabalho. Podemos dizer que este ritual faz parte da grande misericórdia de Deus para os seus filhos dominados pelo maligno no caso da possessão. 

É o Exorcismo que rompe todas as cadeia na libertação do homem, podemos dizer que é arma letal de Deus, é a oração da Igreja, usada pelo Sacerdote Exorcista para os casos de Possessão. 

A possessão é uma situação extremamente difícil e muito delicada de diagnosticar e que precisa de muita experiência, ainda por cima a pessoa necessita de ter passado por um bom atendimento médico e ter sido diagnosticada, antes de qualquer prejulgamento espiritual de necessidade de um exorcismo , vamos descrever mais sobre este assunto, para o entendermos melhor. 

Outras necessidades de usar desta Oração de Exorcismo , só quando decidida como esta no ritual a forma Imprecativa em circunstâncias especiais para toda a comunidade, determinada pelo Bispo ou Sacerdote Exorcista, e pode ser usada esta Oração em outros casos em que pessoas que tiveram Obsessão muito fortes pelo oculto, ou no caso de pessoas que já se manifestou a Opressão, isto depende do Exorcista, do seu discernimento para cada situação.

Agora quando falamos de Oração de libertação, não estamos falando do Exorcismo, mas de orações que em necessidades de libertação são usadas tanto pelo Sacerdote Exorcista, outros Sacerdotes e pelos Leigos que tem este ministério de oração para a libertação, podemos chamar esta orações como João XXIII , de “pequenos exorcismo”, não queremos este nome se fixe, portanto será para nós Orações de Libertação. Ela é de grande eficácia para os casos de : Contaminação, obsessão e de até opressão, até mesmo sem necessidade de fazer o Exorcismo Maior. 

Cura Interior- que é um processo mais longo, e que é a necessidade de muitas pessoas, e temos que envolver as vezes muitas pessoas, profissionais da saúde, médicos, psicólogos, as vezes psiquiatras , medicamentos, terapias, sacerdotes, leigos que tem o dom de Orar pelo Cura Interior.

A Cura interior- falamos das nossa feridas emocionais, ao longo da nossa vida, iniciando desde o ventre materno e por todas as outras feridas que nos aconteceram. E podemos afirmar que são estas feridas 90% de todos os nossos sofrimentos e que nos levaram a buscar a contaminar mais ainda, com a busca de curas para nos, em lugares e com pessoas erradas.

E temos que saber que a Cura Interior e a libertação andam juntas. Sem um profunda Cura Interior a Libertação total não acontece e sem a Oração de Libertação pode não acontece a cura interior.

No decorrer da abordagem dos temas, poderemos compreender melhor o significado de cada situação, para sabermos usar de cada oração na sua eficácia sublime, e também para não ser confundida o seu uso, a sua necessidade. É importante que tanto os Leigos como os Padres sejam formados neste contexto, para que não haja exagero nesta questão.

Padre Vagner Baia

Sacerdote Exorcista, Consagrado na Comunidade Canção.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Os Exorcismos

Após a cena protagonizada pelo Papa Francisco e um endemoninhado na Praça de São Pedro, na Festa de Pentecostes, reacendeu no mundo o interesse pela figura do “exorcista”, porém, a visão desse ministério está contaminada por resquícios de Hollywood, ou seja, a opinião corrente é que os exorcismo são como aqueles mostrados nos filmes.


O Padre Duarte Sousa Lara é um sacerdote exorcista e durante muito tempo acompanhou o Pe. Gabriele Amorth, renomado exorcista da diocese de Roma. Neste vídeo, ele fala de como se dá a ação do Satanás e seus demônios na vida das pessoas, como ele age cotidianamente e o que fazer para evitar as suas armadilhas.
Fonte: Site do Pe. Paulo Ricardo

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Como o Demônio se Comporta


Duma forma geral, podemos dizer que o demônio faz tudo para não ser descoberto, mostra-se muito lacônico e procura todos os meios para desencorajar o paciente e o exorcista. Para melhor clarificação podemos classificar este comportamento em quatro fases: antes de ser descoberto, durante os exorcismos, na proximidade da saída e depois da libertação. Assinalamos igualmente que nunca se encontram dois casos iguais. O comportamento do Maligno é o mais variado e imprevisível. Só farei referência a certos aspectos de comportamento mais freqüentes.

1 – Antes de ser descoberto.
O demônio provoca distúrbios físicos e psíquicos: a pessoa envolvida procura tratar-se com médicos, mas nenhum suspeita da verdadeira origem do seu mal. Os médicos, em certos casos, começam um longo tratamento, testando diversos medicamentos, que resultam sempre ineficazes; por isso é vulgar que o paciente mude várias vezes de médico, acusando-os a todos de não entenderem a sua doença. 

O tratamento dos males psíquicos é o mais difícil; muitas vezes os especialistas não notam nada (como também acontece com as doenças físicas), e a vítima passa por um “obcecado” aos olhos dos familiares. Uma das cruzes mais pesadas destes “doentes” reside no fato de não serem nem compreendidos, nem acreditados. 

Quase sempre acontece que, estas pessoas, depois de terem batido às portas da medicina oficial, em vão, mais tarde ou mais cedo acabam por se dirigir a curandeiros, ou ainda pior a adivinhos, bruxos, quiromantes, ou feiticeiros. E assim ainda pioram os seus males. 

Normalmente, quando alguém recorre a um exorcista (aconselhado por um amigo, raramente por sugestão de um padre) geralmente já fez o percurso pelos médicos que o deixaram numa desconfiança total e, na maioria dos casos, já foi aos bruxos ou similares. A falta de fé ou pelo menos o fato de não ser praticante, juntamente com a imensa e injustificável carência eclesiástica neste domínio, permitem compreender este tipo de comportamento. A maior parte das vezes é um verdadeiro acaso encontrar alguém que fale da existência de exorcistas. 

Não esquecer que o demônio, mesmo nos casos de possessão total (em que é ele que falta e age servindo-se dos membros da sua infeliz vítima) não age continuamente, mas intercala a sua ação (designada em linguagem corrente sob a designação de “momentos de crise”), com fases de sossego mais ou menos longas. 

Excetuando os casos mais graves, a pessoa pode prosseguir os seus estudos ou o seu trabalho de forma aparentemente normal, sendo ele o único na realidade a saber o preço desses esforços. 

2 – Durante os exorcismos.
Em principio, o demônio faz tudo para não ser descoberto ou pelo menos para dissimular a amplitude da possessão, embora não o consiga sempre. Por vezes é obrigado a manifestar-se desde a primeira oração por causa da força dos exorcismos. 

Lembro-me de um jovem que, quando recebeu a primeira bênção, apenas me inspirou uma ligeira desconfiança, então pensei “É um caso fácil: uma ou talvez duas bênçãos será o suficiente para resolver o problema”. Na segunda vez, enfureceu-se a partir daí já não voltei a começar o exorcismo sem ter comigo quatro homens robustos, para o segurar. 

Noutros casos é preciso esperar a hora de Deus. Recordo-me duma pessoa que tinha procurado vários exorcistas (incluindo a mim próprio) sem que alguém lhe tivesse encontrado alguma coisa de especial. Até que um dia o demônio manifestou-se aos exorcismos como habitualmente, com a freqüência necessária para libertar os possessos. 

Em certos casos logo desde a primeira ou a segunda bênção o demônio revela por vezes toda a sua força que varia de pessoa para pessoa; outras vezes esta manifestação é progressiva; há pessoas que apresentam em cada sessão problemas novos. Dá a impressão de que todo o mal que está neles deve aparecer pouco a pouco para poder ser eliminado. 

O demônio reage de forma muito diferente às orações e às ordens. Muitas vezes esforça-se por se mostrar indiferente mas, na realidade, ele sofre e o seu sofrimento vai aumentando até que se chegue à libertação. Alguns possessos ficam imóveis e silenciosos não reagindo às provocações senão com os olhos. 

Outros lutam: convém então segurá-los para impedir os cativos de fazerem mal; outros lamentam-se, sobretudo quando se lhes aplica a estola sobre os locais dolorosos, como indica o Ritual, ou ainda quando se faz um sinal da cruz ou quando se asperge com água benta. Raros são os que se mostram com fúrias, mas esses devem ser segurados com firmeza pelos assistentes do exorcista, ou pelas pessoas da família. 

No que se refere a falar, os demônios geralmente mostram-se muito reticentes. O Ritual determina justamente que não se façam perguntas por pura curiosidade, mas que se pergunte só aquilo que pode ser útil à libertação. 

A primeira coisa é o nome: para o demônio, tão pouco dado a manifestar-se, o fato de revelar o seu nome constitui uma derrota; quando diz o nome, mostra-se sempre relutante em repeti-lo nos exorcismos posteriores. Ordena-se em seguida ao Maligno que diga quantos demônios habitam no corpo de paciente. Esse número pode ser elevado ou reduzido, mas há sempre um chefe que usa o primeiro dos nomes indicados. 

Quando o demônio tem um nome bíblico ou dado pela tradição (por exemplo: satanás, ou belzebu, lúcifer, zabulão, meridiano, asmodeu…) trata-se de caça grossa, mais dura para vencer. Mas a dificuldade em grande parte reside na força com que o demônio tomou posse duma pessoa. Quando são vários demônios, o chefe é sempre o último a sair. 

A força da possessão resulta também da reação do demônio aos nomes sagrados. Regra geral o maligno não pronuncia nem pode pronunciar estes nomes: Substitui-os por outras expressões como “Ele” para designar Deus ou Jesus, ou “Ela” para designar a Santíssima Virgem. Pode também dizer: “O teu chefe” ou “a tua patroa” para falar de Jesus ou de Nossa Senhora. 

Por outro lado, quando a possessão é excessivamente forte o demônio é de um coro elevado (recordemos que os demônios conservam o coro que ocupavam enquanto anjos como os Tronos, os Principados, as Dominações…), então pode acontecer que pronuncie os nomes de Deus e de Santa Virgem, mas acompanhados de horríveis blasfêmias. 

Muitas pessoas pensam, não se sabe porquê, que os demônios são linguareiros e que, se uma pessoa vai assistir a um exorcismo, o demônio vá enumerar todos os seus pecados em público. Não há nada mais falso, os demônios falam com precaução e quando se apresentam faladores, dizem coisas estúpidas a fim de distrair o exorcismo e de escapar ás suas perguntas. Podem acontecer exceções. 

O Pe. Cândido, um dia convidou para assistir a um dos seus exorcismos um sacerdote que se gabava de não acreditar nisso. Este aceitou o convite, e quando lá estava adotou uma atitude quase de desprezo ficando com os braços cruzados, sem rezar (ao contrário do que devem fazer os presentes) e com um sorriso irônico nos lábios. A certa altura o demônio dirigiu-se a ele: “Tu dizes que não acreditas em mim. Mas acreditas nas mulheres, nelas acreditas, ah sim, nelas acreditas e de que maneira!”. O desgraçado recuou devagarzinho em direção à porta e escapou-se a toda a pressa. 

Outra vez o demônio fez a descrição dos pecados para desencorajar o exorcista. O Pe. Cândido ia benzer um belo jovem que tinha nele uma besta mais forte do que ele. O demônio tentou desencorajar o exorcista nestes termos: “Não vês que está a perder o teu tempo com este? Ele é daqueles que nunca rezam, é um dos que freqüentam…, é um dos que fazem…”, seguindo duma longa série de vergonhosos pecados. No fim do exorcismo, o Pe. Cândido delicadamente tentou convencer o jovem a fazer uma confissão geral. Mas ele não queria saber de nada disso. Quase que foi preciso empurrá-lo à força para um confessionário; e lá apressou-se a dizer que não tinha nada de que tivesse de se acusar. 

“Mas não fizeste tal coisa em tal ocasião?” insistiu o Pe. Cândido. E o jovem estupefato teve de reconhecer a sua falta. “E por acaso não fizeste aquilo?” e o desgraçado cada vez mais confuso, teve de reconhecer um após outro, todos os pecados que o Pe. Cândido lhe recordava, valendo-se das declarações do demônio. Depois, finalmente, recebeu a absolvição. E o jovem foi-se embora confuso: “Já não percebo nada! Estes padres sabem tudo!”. 

Entretanto o Ritual sugere que se pergunte também há quanto tempo o demônio se encontra naquele corpo, por que razão, etc… Falaremos oportunamente acerca do comportamento que convém adotar em caso de bruxaria, questões que é preciso colocar e a maneira de agir. 

Por agora sublinharemos que o demônio é o príncipe da mentira. Pode perfeitamente acusar tal ou tal pessoa a fim de suscitar suspeitas e inimizades. As respostas do demônio devem ser sempre passadas ao crivo cuidadosamente. 

Contentar-me-ei em dizer que o interrogatório do demônio geralmente tem uma importância reduzida. Aconteceu muitas vezes por uma importância reduzida. Aconteceu muitas vezes pro exemplo que o demônio, ao sentir-se muito enfraquecido, respondia a perguntas relativas à data da sua saída e depois de fato não saía naquela data. 

Um exorcista experimentando como o Pe. Cândido, que se apercebia imediatamente que tipo de demônio estava a enfrentar e adivinhava a maior parte das vezes até o seu nome, fazia muito poucas perguntas. Outras vezes quando perguntava o nome, o demônio respondia: “Tu já sabes”. E era verdade. 

Em geral os demônios falam espontaneamente nos casos de possessões fortes, para tentar desencorajar ou amedrontar o exorcista. Eu próprio ouvi por diversas ocasiões frases do tipo: “Não podes nada contra mim!”; “Aqui é a minha casa!”; “Estou aqui bem e fico aqui!”; “Só estás a perder o teu tempo!”. Ou então ameaças: “Vou devorar-te o coração!”; “Esta noite o medo há de te impedir de fechares os olhos”; “Vou-me introduzir na tua cama como uma serpente”; “Hei de te fazer cair da cama abaixo”. 

Porém, perante certas respostas, pelo contrário, fica silencioso. Quando eu lhe digo por exemplo: “Estou envolvido no manto da Virgem; o que é que tu podes fazer?”; “O Arcanjo Gabriel é o meu santo patrono; tenta lutar contra ele”; “o meu Anjo de guarda cuida para que nada me aconteça; não podes fazer nada”, etc… 

Encontra-se sempre um ponto particularmente fraco. Alguns demônios não resistem à cruz feita com a estola sobre as partes doloridas; outras não resistem quando se sopra sobre a face do paciente, e outros ainda opõem-se com todas as suas forças à aspersão de água benta. 

Existem também frases, nas orações de exorcismo ou noutras orações que o exorcista pode rezar às quais o demônio reage violentamente ou perdendo a força. Então basta insistir na repetição destas frases, como preconiza o Ritual. 

O exorcismo pode ser longo ou breve: é o exorcista quem decide em função de diversos fatores. A presença do médico é útil por vezes, não só para estabelecer o diagnóstico inicial, mas também para dar a sua opinião quanto à duração do exorcismo. Sobretudo quando o possesso não goza de boa saúde (se é cardíaco, por exemplo) ou quando o exorcista não se está a sentir bem: o médico então pode aconselhar que se termine. Em geral é o exorcista que se apercebe quando é inútil continuar. 

3 – Na proximidade da saída.
É um momento difícil e delicado que pode durar muito tempo. O demônio por um lado faz parecer que já perdeu uma parte das suas forças, mas por outro lado tenta jogar as últimas cartadas. Muitas vezes tem-se a seguinte impressão: enquanto no caso de doenças vulgares, o doente vê melhorar o seu estado progressivamente até á cura completa, no caso de um possesso, produz-se o contrário, isto é, a pessoa em questão vê o seu estado sempre a piorar e no momento em que ela já não pode mais, fica curada. Nem sempre as coisas se passam assim, mas é o que acontece com mais freqüência. 

Para o demônio, deixar uma pessoa e voltar para o inferno, onde quase sempre fica condenado a permanecer, significa morrer eternamente e perder toda a possibilidade de se mostrar ativo, incomodando as pessoas. Ele exprime este desespero em expressões que são repetidas muitas vezes durante os exorcismos: “Eu morro, eu morro” – “Não posso mais” – “Já chega vocês matam-me” – “corja de assassinos, de carrascos; todos os padres são assassinos”, e frases assim. 

O conteúdo muda completamente em relação aos primeiros exorcismos. Se antes dizia: “Tu não podes fazer nada contra mim” agora diz: “Tu matas-me, venceste-me”. Se antes dizia que nunca se iria embora porque estava lá bem, agora afirma que se sente horrivelmente mal e que deseja ir-se embora. É claro que cada exorcismo para o demônio, equivale a ser chicoteado: “sofre” muitíssimo, mas inflige igualmente muita dor e cansaço à pessoa em que se encontra: Chega a confessar que durante os exorcismos está pior que no inferno. 

Um dia, enquanto o Pe. Cândido exorcizava um indivíduo já à beira da libertação, o demônio declarou abertamente: “Julgas que eu me ia embora se não estivesse pior aqui?”. Os exorcismos tornaram-se-lhe verdadeiramente insuportáveis. 

Um outro fator que é preciso ter em conta, se se quer ajudar as pessoas que estão em via de libertação, é que o demônio se esforça por lhes comunicar o seus próprios sentimentos: ele não pode mais e procura transmitir um sensação de esgotamento intolerável; ele está desesperado e tenta transmitir o seu próprio desespero ao possesso; sente que está perdido, que já lhe resta pouco tempo para viver, que não está mais em condição de raciocinar corretamente e transmite ao paciente a impressão de que tudo acabou, que a sua vida chegou ao seu termo, e este cada vez mais se convence de que vai enlouquecer. 

Quantas vezes as pobres vítimas, afligidas, não declaram ao exorcistas: “Diga-me francamente se eu estou louco!”. Para o possesso os exorcismos também são cada vez mais cansativos e, por vezes, se não vêm acompanhados ou forçados, faltam ao encontro. 

Tive mesmo casos de pessoas próximas ou bastante próximas da libertação, que desistiram totalmente de se deixar fazer exorcizar. Da mesma forma que muitas vezes é preciso ajudar estes “doentes” a rezar, a ir à Igreja e a freqüentar os sacramentos, porque eles não conseguem sozinhos, também é conveniente incitá-los a submeter-se aos exorcismos e, sobretudo no momento da fase final, encorajá-los continuamente. 

O cansaço físico e um certo sentimento de desmoralização devidos à lentidão dos acontecimentos aumentam sem dúvida estes problemas e dão a impressão de que o mal se tornou incurável. O demônio por vezes causa males físicos, mas sobretudo psíquicos, que é preciso tratar por via médica, mesmo após a cura. Contudo as curas completas, sem seqüelas, são possíveis. 

4 – Após a libertação.
É fundamental que a pessoa liberta não afrouxe o seu ritmo de oração, nem a freqüência aos sacramentos e mantenha uma vida cristã empenhada. Uma bênção, de tempos a tempos, não será supérfula. Porque acontece com bastante freqüência que o demônio ataque, isto é, que tente voltar. Não precisa que ninguém lhe abra a porta. Contudo, mais do que a convalescença poderíamos falar duma fase de consolidação, indispensável para assegurar a libertação. 

Tive alguns casos de recaída: nos casos em que não houve negligência da parte do individuo, em que ele tinha continuado a manter um ritmo de vida espiritual intensa, a segunda libertação foi relativamente fácil. Pelo contrário, a partir do momento em que a recaída foi favorecida pelo abandono da oração ou pior ainda, por se ter deixado cair num estado de pecado habitual, então a situação só piorou, tal como conta o Evangelho segundo Mateus (12,43-45): o demônio volta acompanhado de sete espíritos piores do que ele. 

O leitor não deixou de ter oportunidade de ficar com a noção de que o demônio faz tudo para dissimular a sua presença. Já o dissemos e repetimos. Esta observação ajuda, (mas não o suficiente certamente) a distinguir a possessão de certas formas de doenças psíquicas em que o doente faz tudo para chamar a atenção. O comportamento do demônio é exatamente ao contrário.

Pe. Gabriele Amorth, exorcista oficial da Diocese de Roma.

domingo, 2 de junho de 2013

Jesus: O Salvador do Mundo


Certa vez fui numa livraria e lá eu vi um pequeno livro com o título "O Evangelho em muitas línguas". Comprei aquele livro, e vi que apenas um versículo do Evangelho era traduzida. Quis saber por que aquela frase era tão importante para ser chamada de Evangelho e para muita gente essa palavra era o resumo do Evangelho inteiro. 

A Palavra está em João 3,16: “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. Eu espero que vocês nunca esqueçam esse versículo. Ele contém os seis elementos mais importantes da proclamação do Evangelho: 

1º - Quem é Este que nos amou? São João diz que Deus nos ama. É simples, Deus nos ama, pode ter algo mais simples que isso? 

- A quem Deus ama? São João diz que Deus amou tanto o mundo, que não é mundo da natureza, é a pessoa. Por isso que todas as vezes que João fala dessa parte ele fala com grande aversão, ele fala dessa palavra mundo como se não gostasse dela. João fala: “Esse mundo que eu não gosto Deus amou tanto”. Você quer saber que mundo é esse que João tinha aversão? É esse mundo que você ver no jornal todos os dias. Apesar de todas as descobertas do mundo hoje, elas tem tornado o mundo melhor para se viver? São João diz que esse mundo é tão mal e ainda Deus o ama. A quem Deus ama? Não só as pessoas santas, mas também as pecadoras. 

3º - De que forma Deus ama o mundo? A prova do amor de Deus é que Ele deu seu único Filho, tudo que Ele tinha de precioso que era Seu único Filho. Para o cristianismo Jesus é sinal do amor de Deus. 

4º - Por que Deus deu Seu Filho? Ele deu Seu Filho para que nós não morrêssemos e nem fôssemos oprimidos pelo inimigo de Deus. Então usamos a linguagem do Evangelho, o Senhor enviou Seu Filho para que pudéssemos ser salvos. 

5º - O Senhor enviou seu Filho para que pudéssemos viver uma vida nova, e Jesus diz em João 10,10: “Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância.” Todos que acreditam nessa vida nova. 

- Qual a condição que o Senhor pede a cada um de nós? São João diz que não há nenhuma condição. O que significa isso: Para aqueles que crêem? Significa que eu não tenho que fazer nada para que eu tenha vida nova, mas devo acreditar que, se eu deixar, Jesus faz novas todas as coisas. 

Para qualquer cristão essa é a Palavra mais importante: João 3, 16: “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. 

Vou contar um caso de libertação de alguém por quem eu rezei: 

Eu tive que dar um retiro para umas Irmãs Carmelitas na Índia. Quando eu fui ver a sala de palestra, a capela, eu vi uma cruz, a maior cruz que eu já havia visto em uma capela, e quando eu olhei para ela a figura de Jesus parecia estar viva. 

Eu senti que havia algo santo na capela, então eu disse para as irmãs que todo retiro seria na capela, Missa, orações e palestras. Foi a primeira vez que eu fiz aquilo, então assim começamos o retiro. 

No segundo dia de retiro eu recebi a carta de uma mulher, escrita por um padre famoso da Índia, que dizia: “Prezado, padre Rufus, eu estou te enviando essa mulher porque ela precisa de ajuda, de libertação porque há 20 anos ela tem tido possessões”. 

A mulher me disse que havia 20 anos que ela caía na rua sem motivo e via em determinados lugares como se demônios tivessem surgindo. 

O que eu fiz? Eu não me esqueci daquela cruz. Normalmente eu teria rezado por ela numa sala, mas eu a trouxe para a capela e coloquei-a diante da cruz. Quando eu olhei para ela, ela ainda não tinha olhado para cruz. Eu perguntei quem é você? A reposta foi: “Por que você está me fazendo essa pergunta? Nós nos já encontramos outras vezes”. 

Eu não perguntei mais, então ela olhou para a cruz e ali todo o inferno apareceu, e ela começou a dizer palavras duras para Jesus. “Por que você me trouxe aqui diante de Ti? Essa casa é minha? Eu estava aqui há 20 anos eu tenho que sair porque você ainda está nesta cruz, desça da cruz”. 

E como nada estava acontecendo ele começou a dizer palavras sujas para Jesus, que a irmã que estava traduzindo não podia repetir. Então eu me lembrei das passagens do Evangelho em que os fariseus diziam para Jesus descer da cruz para que as pessoas acreditarem n’Ele. Eu percebi que quem estava dizendo para Jesus descer da cruz há dois mil anos era o espírito mal, o mesmo que estava na mulher. Mesmo o ladrão que estava na cruz disse isso para Jesus, e como Jesus não desceu da cruz o ladrão começou a amaldiçoá-Lo. 

Eu percebi que a última tentação de Jesus foi no Monte Calvário, e não foram somente três vezes foram quatro vezes. O inimigo colocou a palavra na boca dos soldados e das pessoas que por lá passavam e agora eu estava ouvindo dos lábios daquela mulher, mas Jesus não se rendeu. Jesus morreu por nós, Ele foi crucificado por nós. Percebi qual foi a última tentação de Jesus. 

Quando Jesus disse que iria ser crucificado, Pedro disse que isso não aconteceria, quem disse não foi Pedro, por isso Jesus lhe disse: “Afasta de mim satanás”. Imagine Jesus dizendo isso para o primeiro Papa. Satanás usou até de Pedro, o primeiro Papa para que Jesus não fosse crucificado. O que o Papa atual nos diz, ele escreveu uma carta, olhem para Aquele que vocês crucificaram, não pedindo para Ele descer da cruz. 

A mulher dizia coisas horríveis, mas Jesus não desceu da cruz porque Ele já tinha vencido. O que eu podia fazer para aquela mulher? Nada. Então eu repeti as palavras da Missa: “Por sua cruz e ressurreição o Senhor nos libertou. Tu és o Salvador do mundo”. Eu fiz oração de libertação para aquela mulher? Não. Jesus já tinha morrido na cruz para ela. 

Quando eu estava rezando por ela eu perguntei: Por que você possui essa mulher? E ele pelo poder o Espírito Santo me disse que quando essa mulher, antes de se casar, para ir a igreja ela tinha que passar debaixo de uma árvore e ele estava na árvore, ela era bonita ele se apaixonou e entrou nela. 

Como o inimigo pode possuir uma jovem passando debaixo da árvore? Essa mulher quando era adolescente queria entrar no convento, mas os pais queriam que ela casasse. Ela começou a desobedecer aos pais. Ser freira é bom, mas talvez essa não era a vontade de Deus na vida dela. A coisa não é ser bom ou ruim, mas se é vontade de Deus. 

Ela não admitia não ser freira, ficou ofendida contra os seus pais, criou uma amargura e ressentimento por eles, e ao passar debaixo da árvore indo para igreja esses sentimentos fizeram com que ela estivesse aberta para o inimigo.

Eu perguntei: O que aconteceu quando você passou debaixo daquela árvore? Ela sentiu que caiu algo nela, parecia ser uma flor, mas não viu nada. São os sentimentos ruins que fazem com que sejamos atacados. A partir daquele dia tudo dava errado na vida dela. Quando o padre perguntou se ela aceitava aquele rapaz ela não conseguia dizer, a mãe teve que ajudar. Quando ela olhava as fotos do casamento era como se ela não tivesse ali. 

Depois da oração ela se sentiu livre, eu fiz com que ela perdoasse os pais e aceitasse o casamento. No momento em que estava terminando a conversa percebi que ela estava grávida, quase nove meses. Ela disse que todos faziam a mesma pergunta para ela, mas ela não estava grávida, mas quando ela casou já estava assim. Ela passou a sentir sentimentos de grávida desde quando algo caiu na cabeça dela debaixo da árvore, porque o inimigo não queria que ela se casasse com ninguém, por isso a deixou com esses sentimentos. 

Eu a levei diante do crucifixo porque aquele era um sinal de que o inimigo ainda estava a perturbando. Eu fiz uma oração e ela caiu no chão inconsciente, eu já sabia que não era gravidez natural, eu toquei de leve o estomago dela e disse: Em nome de Jesus sai de dentro dessa pessoa, e minha mão desceu e todo aquele inchaço saiu de dentro dela. Foi uma liberação instantânea. 

Eu gostaria que você visse o que eu vi, porque Jesus morreu numa cruz por nossos pecados. Foi uma operação natural, obra do Espírito Santo de Jesus que morreu por nós numa cruz.

Padre Rufus Pereira (14/09/2007)

Sacerdote da Arquidiocese de Bombaim (Índia). Vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas. Falecido dia 03/05/2012)



 

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